Como amar seu namorado

Como saber se seu namorado está te dando valor e o que fazer a respeito Antes que possamos descobrir como abordar a questão de se seu namorado está te dando valor, temos que identificar os sinais. Se você acha que seu outro significativo não está apreciando tudo o que você faz por ele, determine se algum desses sinais o descreve. Separe esses bilhetinhos em várias opções, como: motivos para amar seu namorado, coisas que deseja fazer junto dele, música ou momentos que lembram vocês etc. Enfeite a casa com fotos As fotos são excelentes para deixar a surpresa para o namorado ainda mais personalizada. Como Aprender a Amar meu Namorado (Saiba Como Fazer) 6 minutos de leitura Olá queridos seja bem vindo a mais um artigo blog, e no post de hoje que disciplinar você ai que esta na dúvida e quer aprender a amar o namorado de forma a construírem uma linda história, então vamos aos fatos a seguir. Como amar (o seu namorado, uma mulher, você mesmo ou alguém)? Como amar? Amor é comunicada como uma atividade e realizado como um sentimento. No entanto, o amor tem uma substância que se opõe a caracterização de qualquer maneira única. Ele incorpora simpatia, determinação, tolerância, continuidade, ajuda, confiança, e ... Isso não e amor querida e Seguisse, Como você ´pode gosta do seu Ex por ele ter fazer sofre te fazer chorar , e o seu atual de Dar amor alegria, abre os olhos enxerga -sse a Verdade .. Ame quem te amar, Para de olhas as redes deles para de Olhas fotos, links status tanto faz, para segue sua vida com o seu atual, eele sim te ama de verdade. Depois do texto “ 10 formas de amar sua namorada sem sexo”, escrito por meu esposo Adriano Gonçalves, trago para você “10 formas de amar seu namorado sem sexo”. Lembrando que você encontrará muito mais em nosso livro, que será lançado em breve, “Agora e para sempre: como viver o amor verdadeiro”. Amar descobrindo Descobrir o… Como fazer seu namorado te amar mais. ... Se você se enquadra dentro de alguma das situações descritas anteriormente ou vem percebendo que seu namorado não a ama mais como antes, veja dicas a seguir que reascenderão a chama desse afeto, revertendo esse quadro: Como Fazer Seu Namorado Amar Você Ainda Mais. Por mais que os relacionamentos precisem de esforços de ambos os lados para funcionarem, não é necessário bater de frente para que a relação melhore. Um pouco de comunicação e algumas mudanças... Como Amar seu Namorado. Encontrar o cara perfeito nem sempre é fácil; portanto, quando se conhece alguém especial, é normal querer demonstrar o quanto essa pessoa é importante. Todo relacionamento dá trabalho, mas o vínculo do casal se... 6 Truques para fazer ele te amar de novo. Volte a ser a pessoa que você era no começo do namoro. Com o tempo, pode ser que você tenha mudado seu comportamento ou tenha revelado um lado obscuro de seu temperamento, com excesso de desconfiança e cobrança. Ele deve ter terminado contigo pelo fato de ter descoberto seu pior lado.

Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
submitted by TiaSayu to desabafos [link] [comments]


2020.08.28 01:15 TELZERAxX Como saber se você já foi corno por mais que a pessoa negue que nunca te traiu ou te trai??

Sei la algum especialista no caso ??? Rsrs alguém estilo metaforando, ou que já passou por isso, alguém que já saiba quais os sinais que a pessoa dê, as atitudes delas... Já namorei 3 vezes, na primeira vez que terminei a mina me amava e tal, dizia que era pra sempre que iria me amar, e do nada depois de tempos disse que queria um tempo, que estava confusa da vida, e que era melhor a gente dar um tempo e ser apenas amigos (pra alguém que me amava tanto como namorado e depois me ver só como amigo é estranho) disse também que ela achava que tinha nascido pra viver sosinha, que ela não gostava de mais ninguém (tudo isso ela dizia pra gente terminar). Falou milhares e milhares de coisas de o quanto ela queria viver totalmente só... Aceitei numa boa, terminamos... Quando menos esperei ela apareceu nas redes sociais com o seu tal "tempo" kkkk eu ficava tipo "ué vivia dizendo que queria viver sosinha?" E praticamente Depois de tudo isso resolvi dar uma chance ao amor novamente depois de ter quebrado a cara.... A gente já se conhecia a anos já tinha ficado em alguns momentos e chagamos a uma conclusão de darmos uma chance ao amor... Ao namoro. Namoramos foi tudo belo, tudo maravilhoso, com mil promessas com várias juras de amor milhares de eu te amo ... Éramos um grude só... (Sem contar que no meio desse namoro sempre aparecia de costume assim como todo namoro aquele infeliz que ainda não superou ela e ficava direto chamando ela no PV) O tal amigo rsrs "hj ele é só um amigo amor" Enfim a história foi por incrível que pareça a mesma... Chegou pra mim e praticamente disse quase as mesmas coisas que no meu primeiro namoro disseram. Eu fiquei em choque pq provavelmente eu ia sentir na pele pela segunda vez, só que dessa vez eu já saberia o fim disso (seria trocado por outro). E dessa vez eu fui questionando tudo, perguntando se ela iria me trocar.. sim, eu fui direto kk pq eu já entrei em desespero... A primeira vez eu não sabia o fim, agora imagine na segunda vez já sabendo o provável fim?? Pois é. E o pior que ela sempre nega não ter ninguém na vida dela, nega que nunca iria me trocar... Hj em dia a gente já nem se fala tanto, mas ela vive postando indireta pra um certo alguém, posta prints de conversa de um certo alguém dando em cima dela, posta várias coisas sobre amor, e quando resolvo sempre questionar ela sempre nega até a morte... Alguém pode me explicar se devo confiar nela ou na minha intuição pela experiência do primeiro namoro ??? Eu quero por um fim nisso d saber a verdade se fui ou não trocado...
submitted by TELZERAxX to desabafos [link] [comments]


2020.07.27 07:26 tacaleb maior mico do meu romance

la luba ,inscritos editores, gata e mães/ pais solteiros que estão haver
nossa que triste essa historia ....
tenho 16 anos e moro em são paulo ..
certo dia estava na escola e tipo sabe aqueles momentos que você unnh vou morre sozinho então ,vishkk
bora para historia
um certo dia cansado da escola cheguei em casa abri o portão , meus cachorros estava me esperando na porta de casa super comportados /tipo só quem tem labrador sabe, beleza . entrei em casa arrumei minha coisas abri liguei o celular e fui mexer, lembrei que estava sozinho em casa e já que sou um menino muito santo abri um app de namoro ( cujo nome é chat anonimo) que já usava fazia um ano só na zoeira . tudo bem papo vem papo vai niúngue que me chamou atenção, ate que fui em área e vi um boy de cabelo ate o pesco tipo Harry Styles kkkk não se compara . nossa eu me apaixonei ficava todo o santo dia conversando com ele, ja que ele era mais velho do que eu vivia em segredo calma era so (2 anos ) na verdade dia 31/07 e aniversario dele afins
cara eu tava realmente amei ele mais ele foi um cuzão cmg ahhhh ele sumiu por uma semana ai eu chorei e tal. ele me bloqueou e mando isso pra mim ( eu tava sendo o amante dele sem saber que ele ainda não tinha termindo com o namorado dele, ai depois que ele "terminou achei que estvamos junto
"eu sou parasita tóxico, e não quero te fazer sofrer mais. Não vou fazer ninguém nunca mais sofrer, eu queria me despedir por ligação, mas o choro iria me atrapalhar, você merece encontrar alguém que não te faça sofrer, alguém que possa te amar pessoal, alguém que queira estar vivo, talvez você comece a me odiar por isso, e talvez eu mereça.
Tchau doce criança
I love you too"
não apaguei isso ainda que tenho que mostra pra minha psicologa depois apago.
depois de ter chorado por uma semana inteira minha amiga da minha sala pediu o numero dele ai ela falou com ele e tals ,ai ele quis falar comigo pediu desculpa ai eu fui trouxa e voltei com ele tipo na minha visão vc vai entender
fui da minha escola ate a minha casa falando com ele a esqueci de falar ele morava em Goias se não me ingando em maria rosa sei la .
tava muito feliz que nos íamos nos casa no aniversario dele escondido dos meus pais homofóbicos que vão na igreja que fica perto do lugar que iamos nos casar kkk, to rindo chorando
tínhamos ate alguns planos de ir para o canada com ele
ate que tudo que estava bom se acaba né , beleza no inicio da quarentena a gente brigou mais foi tipo que ele furou quarentena para Brasilia , compra algumas coisa para o restaurante da mãe dele , ele me conto algumas coisas pesadas tmb ne ja que ele era meu psicologo eu era o dele ,ai um cero dia ele ficou o dia inteiro sem fala comigo .ai tava achando estranho
ai vi que ele tava online ai eu fiquei mando mensagem pra ele acada 1h para ver se me respondia tipo eu- oi vida tudo bem? 9:00
eu- bom dia amor da minha vida ?10:00
eu- to aqui me responde? 13:00
eu - amor como foi seu dia 18:00
s- oi.
s- o que vc quer ?
eu- atenção
ai ele foi escroto fiquei bravo desliguei o celular e foi viver a minha vida no dia seguinte ela tava um amor comigo ai falei que não tava bem ai me bloqueou no whatspp e todas as rede sociais, ok
ai fui pagar uma de a vingativa peguei o numero dele madei para um mlk ,que ele deve ta pegando agr , ok
ai esse mlk colocou ele no grupo que eu tava de nudes. ai ele ficou dando em cima desse menino esse menino falando que ele era meu namorado ai ele perguntou do nosso relacionamento ai ele falou que a gente nem namorava ai fiquei pistola liguei chorando para minha para minha amiga graça a universo to conseguindo supera ele . kkk.bjs<3<3
chama o t3ddy pra gravar mais vezes
submitted by tacaleb to nhaaa [link] [comments]


2020.07.14 14:34 White_girl_ Por que o whatsapp GB *NÃO* deveria existir.

Olá luba, editores, gatas, possível convidado, turma que está a ler e se minha história entrar no vídeo, para as pessoas que estão a ver também.
Título: O dia em que minha vida quase acabou.
Pra quem não sabe, Whatsapp GB é tipo um mod, que deixa o whatsapp totalmente diferente, dá pra fixar várias pessoas, mudar as fontes e estilo do wpp
Até aí tudo bem
Mas, quem usa o whatsapp GB pode ver mensagens e status apagados.
Minha história se inicia no final de 2019.
Vou chamar o garoto de panda, era o apelido dele pq ele é meio... é ofensivo chama-lo de gordo? Não sei, ele era.. grande? Fofinho? Você entendeu.
Eu já namorava ele à um tempo e ele vivia mandando foto da pica, que mais parecia um salame, e pedia frequentemente pra eu retribuir com fotos dos meus seios, um dia eu cedi e mandei. Esse foi o maior erro da minha vida- Ele elogiou e tals, e continuou pedindo, implorando, e quando eu disse não, ele virou um puta nice guy Me xingando de tudo quanto é nome pq não mandei a foto a ele Fui dormir brigada com ele, mas no dia seguinte já estava tudo bem entre nós, continuei o namoro, ele me pediu uma foto dos meus peitos com o nome escrito, depois mandou uma foto pra mim da EX dele, com os peitos de fora e o nome dele escrito, com a legenda "assim"
Eu não fiquei full puta com ele, pq tipo, as coisas que eu sentia por ele não eram muito fortes e verdadeiras, ele estragou toda a chance de eu amar ele de verdade, mas eu insisti e pensei que poderia mudar, pq ele era um cara legal e achei que valia a pena, mesmo assim, não mandei a foto com o nome dele nos meus peitos.
Sobre a parte: "eu insisti e pensei que poderia mudar, pq ele era um cara legal e achei que valia a pena."
Mudei de idéia sobre isso quando ele me mandou uma foto da larissinha da MESMA EX com a legenda "eu gosto assim"
Terminei com ele, bloqueei em tudo, aí, uns dias depois recebi uma mensagem de uma conta fake dele pedindo desculpas por explanar a única foto que mandei a ele e pedindo pra voltar, porque me amava muito e tal
Meu sangue subiu, xinguei ele de todas as maneiras possíveis e mandei ele nunca mais falar comigo, bloqueei a conta fake e falei da cara de pau dele pra uma amiga minha, obviamente não contei sobre a foto.
Mas, agora, o real motivo de eu sentir a necessidade de postar isso.
--Anteontem, 12 de julho de 2020.--
Eu estava tendo um dia bem agradável. Eu tenho um Namorado, vou chama-lo aqui de sorvete, fodac- Então, eu e sorvete já tínhamos o costumes de trocar fotos, vídeo e gifs "indecentes" naquele dia em especial nós combinamos de enviar vídeos mais longos, porém durante a noite, por conta dos meus compromissos e respeito as pessoas na casa de ambos. Chegou o momento e ele enviou o dele, estava tudo bem, eu estava me preparando pra gravar o meu, até que chega uma mensagem de uma amiga minha, que eu conheço desde 2017
"Desculpa o incômodo, mas por que o seu namorado postou uma foto de você nua?"
Primeiro eu pensei que ela estava brincando, depois que percebi que era verdade, meu mundo virou de cabeça para baixo, meu corpo todo tremia, meu coração estava saindo pela minha boca, descidi que ia questiona-lo
"Sorvete, você postou uma foto minha pelada?"
Ele começou a dizer que clicou errado, que já tinha apagado, que foi sem querer, disse que estava chorando muito, e implorou pra eu não terminar o nosso namoro, ele tbm disse algumas vezes q sabia que eu tinha perdido a confiança nele, mas não era isso, é que eu já havia passado por uma situação parecida, eu tinha alertado ele para guardar as fotos bem, que era pra ele tomar cuidado ao postar as coisas
Liguei pra ele na tentativa de acalmar ele
Acho que ajudei um pouco, mas eu não ia deixar isso de graça, disse a ele que ia postar e apagar uma foto dele e ele falou q realmente era justo, então foi isso q eu fiz.
depois eu falei um pouco com ele sobre isso e fui dormir triste
--Ontem, 13 de julho de 2020--
Ele tentou enganar as pessoas que responderam o status dele.
Dizendo q era da internet, eu mandei ele me mandar os prints
A primeira q viu foi a minha melhor amiga desde 2017, me alertou, ela sabia que era eu.. foi humilhante.
O segundo foi um mlk q eu n conheço, o Sorvete conseguiu fazer ele acreditar q era da internet
A terceira foi uma colega de turma, ela tinha ctz q era eu, mas o Sorvete disse a ela q era da internet, ela falou q o cabelo era igual E ele disse q esse era o jeito enquanto eu não mandava- Acho q ela ainda acha q sou eu, mas faz parte né?
E talvez tenha outras pessoas com whatsapp GB ou YO que viram, mas ñ responderam.
Pedi a ele se eu podia fazer essa postagem no seu subreddit, como uma forma de desabafo, ele disse que tudo bem, e cá estamos..
--Hoje, 14 de julho de 2020--
Não terminei com ele, foi um acidente, não é culpa dele.. né? Eu amo muito ele, e não quero superar isso sozinha, eu quero ficar com ele pro resto da minha vida, sem o sorvete me apoiando, eu acho que eu já estaria bem pior, quem sabe nem mais viva... E ele tá numa depressão do caralho por causa disso, ele me diz que não queria q me vissem desse jeito, acho q ele ficou com ciúmes
Sorvete, se estiver vendo isso, eu quero te pedir uma coisa- eu sei que vai ser difícil passar por isso, mas eu sei que nós vamos superar, juntos.
você é o meu sol, e é com quem eu quero passar toda a minha vida.
Você quer casar comigo?
submitted by White_girl_ to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.09 07:24 luis_henrique27 Se vc continuar falando comigo, sua vida será DESTRUIDA se vc continuar usando o MEU DINHEIRO como desculpa!!!

Olá Luba, editores, gatas, papelões, possível convidado e Turma q está a ver. Primeira vez aqui, mimimiiii... NINGUÉM SE IMPORTA COM ESSA PORRA! Precisará de um vídeo inteiro só pra essa história. Eu tenho 13 anos e eu sou bi🌈. Sou gaúcho, tenta fazer uma voz de macho hétero de 13 yrs de idade com o sotaque gaúcho se quiser, pfvr NUNCA TE PEDI NADA. É fake. Eu inventei ela INTEIRA em literalmente em quase 2 FUCKING MINUTOS. Que imaginação fertil é essa a minha hein! Mas detalhes eu demorarei bastante para terminar! Os nomes são fakes e só o meu obviamente é real. Já consigo te ouvir dissendo: -QUE HISTÓRIA GIGANTESCA, VÉI!
 Parte 1 
Tudo começou no famigerado ano passado de 2019, quando eu conheci na minha escola um guri novo na Turma (do 6°ano {1°ano dos anos finais do fundamental} para ser mais exato), o nome dele é Vitor José. No entanto, dps de uns dias, nós dois viramos melhores A amigos e desde então, começamos a fazer praticamente TUDO juntos [aí aí, se eu soubesse o q tava por vir, bah né?]. Compartilhamos todos os nossos sentimentos, nossos ódios de tais alunos da nossa sala q viviam nos provocando e tals. No primeiro dia de aula, numa Segunda-feira em Janeiro (agr no 7°ano de manhã em 2020), ele começou a me pedir dinheiro, pois ele me disse q a sua família estáva ficando desprovida de money. {1ª tradução: comecei a usar a uma plataforma chamada Binomo para conseguir ganhar dinheiro, não só pra eu comprar coisas q de fato eu vou precisar usar, mas tbm pra dar para pessoas q precisam por conta da situação de Caronavírus. Eu guardei um pouco do dinheiro q eu ganhei na Binomo pra isso.} Por conta disso, eu aceitei de boa na lagoa. Dei R$2.000,00 pra ele. Apartir daí, alguma coisa parecia q começava a ficar meio errada. Vai ficar bem mais pior!(te garanto Lubinha)
Comecei a ter uma amizade bastante forte com a irmã dele, o nome dela é Júlia, e sem querer me gabar, mas ela é tipo vc LubaTv, linda para um k-rai. Até q do nada numa Seixta-Feira 13, ela me chamou no WhatsApp e ela disse:
-Oi, Luis. Td b contigo? Tem como cê dar uma passada aqui em casa?
Eu falei:
-Sim, claro q sim! É por algum motivo em específico, ou é só para passar por aí meixmo? Seus pais estão em casa?
Até q ela solta isso:
-Nem o meu irmão e nem ninguém estam em casa e é sobre o meu irmão, ele anda meio estanho ultimamente. Mas dá pra vc vir aqui?
Eu (obviamente) disse:
-Sim! Vou ir aí agr meixmo, Julia!
Ela disse:
-Q ótimo, tô esperando por vc, mor<3
Nós dois ja tínhamos um leve romance invouvido, mas nós ainda não tínhamos nos beijado [nós dois éramos BV e BVL até aquele dia]. Pelo fato de q ela me disse q o Vitor tava estranho ultimamente, eu já achei isso meio esquisito, pois ele não tinha falado disso comigo ainda. Quando eu cheguei lá tava chovendo. Ela me disse q a os pais deles foram ao shopping e ela precisava ir junto se ela não quisesse e ela não foi. Ela falou:
-Eu vi q antes deles saírem, eles foram ter uma conversa com ele no quarto dele e ela ouviu um diálogo. Vamos fazer assim, falas da mãe=M. Pai=P. Vitor= V. Júlia = J. Eu = L.
(2ª tradução: isso foi na mesma semana em q eu dei os R$2.000,00 pra ele na Segunda-Feira). O diálogo foi:
M- Então ele tinha te dado SÓ 2000 REAIS?!
V- Sim! Infelizmente SÓ isso, mesmo!
P- Vc TEM q fazeobrigar ele a nos dar MAIS do q 'só uma mixaria' de R$2.000,00.
M- Esse guri vale É OURO!!!
P-O dinheiro q ele ganha com essa plataforma Binomo, É COM CERTEZA BEM BEM MAIS DO Q R$10.000,00 SE DUVIDAR!!! ENTENDEU?!?!
V- Sim com certeza eu vou dar o meu melhor.
Ela me comprovou isso com um áudio que ela gravou e mandou pra minha prima, elas estudam na mesma Turma [7°ano tbm, mas na Turma de tarde].
Alí meixmo dps de agente conversar sobre isso tudo, ela se declarou para mim e me pediu em namoro. Eu asseitei e nos beijamos pela primeira vez em nossas vidas com muita felicidade. Quando os pais dela chegaram, ela pediu pra q eu me escondesse de baixo da cama dela, pq se eles me vissem, eles nos matariam pelo fato de q ela tinha trazido alguém pra casa deles e sem avisar (q agente tinha esquecido desse detalhe). Fiquei por pouco tempo alí. Eles entraram no quarto e conversaram um pouco com ela (na vdd só perguntaram se ela tava bem e tals...) e saíram do quarto e fecharam a porta. Quando a poeira abaixou um pouco, eu saí de baixo, dei mais um beijo nela e sai pela janela da qual eu tinha entrado, pq não teria como eu passar pela sala da casa dela sem q os pais dela E o Vitor me vissem lá.
Quando eu cheguei em casa já parou de chover e eu fiquei do lado de fora no quintal q ficou brilhando por causa da luz do sol q ficou refletindo na água da chuva entre a grama. Eu sentei numa mesinha q fica perto da nossa piscina de chão e eu fiquei pensando:
L-Obviamente eles estavam falando de mim, pq só eu dei dinheiro pra ele. Então, se for isso mesmo, eu vou ficar bem puto.
No mesmo dia, eu convidei a Júlia pra agente poder se apresentar como namorados para minha família num jantar q iríamos fazer, ela aceitou na hora. Foi um jantar muito divertido, contamos piadas, agente riu de história engraçadas da minha família e etc. Dps do jantar eu e ela conversamos um pouco mais (não sobre aquele assunto), e quando ela foi no banheiro eu fui na varanda do meu quarto e vi q iria começar uma tempestade com trovões e relâmpagos. Quando eu vi isso eu pensei:
L- suspiro~ É o momento perfeito!
Eu comecei a cantar a música No Time to Die da Billie Eilish, na vida real eu tbm faço isso de ver climas perfeitos pra mim poder cantar alguma música específica. Obs: Como se eu tivesse fazendo um reality show ou só participando do próximo High School Musical. Haha. Quando eu terminei de cantar, eu não vi q a Júlia entrou na varanda e ela decidiu me agarrar pela minha nuca e no meu casaco e me puxa girando fazendo com q eu ficasse encarando ela. Ela diz:
J- Vc canta mt bem. Algum dia vc me ensina cantar assim?
Obviamente eu falei:
L- Claro q sim, mozin.
Até q ela falei:
J- Desculpa, morzão, mas infelizmente vou ter q ir embora
Mesmo assim eu falei:
L- Tudo bem.
Quando o motorista dela foi lá em casa buscar ela, eu deu um abraço e um beijo nela e ela foi embora. Quando ela foi embora, eu tava MT cansado, e quando eu fui dormir, eu sonhei q eu tava num corredor cheio de neblina com várias portas (parecendo New Rules da Dua Lipa), até q eu vejo a Júlia mas a neblina ficou cobrindo a cara dela. Até q aparecem 12 passarinhos q rodeiam a sua cabeça e tbm uma águia q faz toda a neblina desaparecer revelando o seu rosto beautiful e ela anda mais rápido pra me abraçar e na hora em q no sonho agente se beijou, eu acordei.
 Parte 2 
2 dias dps, eu resolvi "conversar" com ele, já fiquei de saco cheio de pensar nessa poha. Eu mandei a seguinte mensagem:
L- Vitor! Fica quieto e fica on q eu NECESSITO falar contigo!!!
Ele falou:
V- Mds oq vc quer? Oq eu fiz?
L- Tu sabe MT BEM oq vc fez!
V- Não. Eu fiz oq?
L- Não começa não, tá?! Não começa a fingir q c NÃO sabe oq fez!!!
Ele saiu do whats, me deixando no vácuo mesmo VIZUALIZANDO a última msg (oq eu odeio pacaralho).
L- Eiii!, Eiiiiii!, E!, E!, I!, I!, I!, E!, E!!!!!!!.
No dia seguinte, eu fui pra escola e ele tbm foi e ele veio até mim e me deu 'oi' e me perguntou:
V- Cara, oq caralhos foi aquilo q aconteceu ontem no whats?!
Eu fiquei parado uns 10 segundos até falar:
L- Nada. Deixa pra lá.
Vc pode me chamar de demente nessa parte da história por não ter feito quase nada na hora, mas para pra analisar. Quando agente vai fazer uma denuncia por exemplo, como q agente mostra q é real? Com provas claras! E eu precisava de provas MAIS claras e apenas um áudio não provava mt coisa. Como vcs já devem ter entendido isso, vcs vão amar as próximas partes.
 Part III 
No mesmo dia, durante a aula de Inglês e durante um trabalho que eu estava dedicando a minha VIDA naquele trabalho avançadissimo na qual eu fiz a "biografia da 2ª guerra mundial, em inglês", minha amiga Vitória vira pra mim e disse: (Vitória= V’) V’- Luis, a Júlia pediu pra mim entregar essa cartinha pra vc.
Eu:
L- Vlw, migaã.
Quando eu abri a carta, estava escrito:
"Eu tenho uma surpresa pra vc, mor<3. Surprise, eu vou me mudar pra sua sala! Gostou?"
E eu escrevi:
L- AMEI!!
Entreguei a carta de volta e falei:
L- Entrega pra ela de novo.
submitted by luis_henrique27 to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.05 15:53 SoVimObservar ESTOU ERRADO DE MANDAR MEU MELHOR AMIGO SE AFASTAR DE MIM?

(terceira tentativa de postar, na esperança de não ser removido como spam)
Hola Turma, chat, papelões, gatas, editores, convidado, Snorlax... E oi pra vc tbm Luba 🤭
Vamos lá...
Entaoo, eu sou um garoto gay assumido desde meus 13/14 anos (atualmente com 19), eu tive certeza da minha sexualidade quando eu comecei a olhar meu melhor amigo (esse ano faz 13 anos de amizade ou ao menos deveria)o
Bom, a nossa história começa nessa época, entre 2014, então senta Luba, que vai ser longo...
Quando eu tinha 14 anos eu contei para o meu melhor amigo (nesse caso chamaremos ele de Fudêncio) que eu gostava dele, que acreditava que o que eu estava sentindo por ele, era um pouco mais que amizade, eu ainda não tinha contado que era gay pra ninguém, ele foi a primeira a pessoa, então decidi matar dois coelhos com uma cajadada só, contei que gostava dele e automaticamente contei que era gay! Quando eu contei, tinha noção que eu poderia estar colocando nossa amizade em risco (esse é um dos maiores medos não é?), Mas bem diferente do que pensei, ele foi extremamente compreensível, ele disse que não sentia o mesmo que eu e que ele não era gay (tá guardando as informações né?), disse que apesar dos meus sentimentos ele não mudaria comigo pq nossa amizade era mais importante e que ele me amava como amigo!
Bom, aceitei esse fato com muita dor, aliás apesar de muito novo, hj eu tenho noção de eu sentia amor por ele! O tempo foi passando, nossa amizade foi ficando cada vez mais forte e Clara, estávamos crescendo e amadurecendo, mas eu não tinha superado meu sentimento por ele e era difícil pq fazíamos tudo juntos, vivíamos juntos, era escola de manhã e curso de tarde (fazendo as mesmas coisas) e de noite um sempre ia pra casa do outro! Nós realmente nos conhecíamos melhor que qualquer outra pessoa..
Quando tínhamos 16, todo mundo sabia que eu era gay e eu me orgulhava disso, não tinha medo de ser quem eu era e o Fudêncio sempre esteve do meu lado, mas foi nessa época que o Fudêncio começou um namoro (Claramente nada saudável), como eu disse ninguém conhecia ele melhor que eu! Eu via que essa relação estava mechendo com o psicológico dele, ele não era mais o mesmo e alguma coisa o incomodava, não precisava muito pra saber que ele não estava nenhum pouco feliz, mas ele sempre negava pra mim e pra todos, ele estava escondendo algo de mim e achava (hj tenho certeza) que estava escondendo algo dele mesmo!
Sei que nessa história ele acabou de afastando de todos, inclusive de mim e nunca tinha me sentido tão traído e de coração partido, eu amava ele e era completamente apaixonado por ele, foi um desgaste emocional e psicológico bem grande pra mim ter que superar isso nessa situação... No final dos meus 17, nós nos reencontramos em uma festa, eu sempre fui meio "popular", todo mundo me conhecia e eu puta como era aproveitava da situação pra dar uns beijos! Quando já tava quase 01h da manhã ele chegou nessa festa e meu pai, que garoto lindo, estiloso como sempre e gato como nunca! Bom, nosso ciclo de amizade era o mesmo, então nessa festa era meio que impossível evitar contato com ele! A madrugada foi passando, a gente foi conversando e eu percebi que amizade ainda era a mesma, ele tinha terminado, senti que ele tava muito mais feliz, o olho dele brilhava e era uma outra pessoa depois do término do namoro! Reconheci ali por quem me apaixonei...
Bom, teoricamente tudo tinha voltado ao normal, tinha acabado de recuperar a nossa amizade... eu ainda tava apaixonado por ele, mas acontece... Quando fizemos 18 o Fudêncio recebeu uma proposta de trabalho muito importante pra ele (não vou bem dizer o que é, tenho amigos que são seu público e esse sentimento por ele sempre foi um segredo nosso e o trabalho é bem específico), mas ele tinha que viajar, pra outras cidades, cada hora um lugar diferente, quando ele foi prometeu que manteria contato e que nada ia mudar (mesmo promessa de 14 anos) e ele ainda sabia do meu sentimento por ele eu não escondia dele, mas ele ainda dizia que era hetero, quem sou eu pra dizer o contrário né!?
Ele viajou, começou a trabalhar, nossas conversas ficavam cada vez mais curtas, cada vez menos tempo para mim... Foi quando eu comecei a seguir minha vida (demorou né? 😒)... Eu sempre fui pessoa de andar em festas e foi em uma dessas festas que eu conheci um garoto lindo, divertido, atencioso (mais novo que eu, mas não vem ao caso) Foi a primeira vez que eu me esqueci do Fudêncio, que a falta dele não me afetou em nada, esse garoto (hoje meu namorado) é uma das pessoas mais importantes pra mim agora, ele me ajudou a me entender, a me amar e a se importar comigo mesmo em primeiro lugar...
É aqui que história fica mais interessante e o título tem mais sentido....
Faz meses que o Fudêncio simplesmente se auto eliminou da minha vida, faz um mais de um ano que conheço meu namorado e vai fazer um ano que não tenho notícia do Fudêncio, pelo menos até semana passada... Esses dias ele (Fudêncio) apareceu na minha casa, nem sabia que ele tinha voltado pra SP.. ele veio na minha casa e como meus pais já o conhecia a anooos, deixaram ele entrar, ele foi até o meu quarto, pois ele já conhecia tudo ali, eu me assustei em primeiro momento, mas quando ele começou a falar foi me subindo um ódio tão grande!!! Poxa, ele simplesmente sumiu da minha vida e volta como se nada tivesse acontecido falando as coisas que ele tava falando, quer saber o que era?
"Desculpa, sei que sumi por muito tempo, mas precisei pra entender o que eu tava sentindo" "Acho que eu te amo" "Sempre te amei desde quando você me contou que gostava de mim com 14" "Sei que demorou muito pra mim assumir isso, mas eu te amo e te quero como meu namorado" "Somos melhores amigos, podemos ser ótimos namorados"
E um monte de coisa desse tipo, eu realmente não podia ficar mais revoltado com isso, minha vontade de chorar era enorme, mas a de meter o socão na boca dele era maior...
Mas foi nesse momento que eu percebi e tive certeza...
Eu não sentia mais nada por ele, conheci alguém que me amava e gostava de mim desde de o começo, alguém que eu aprendi a amar e respeitar, meu namorado é muito bom pra mim e não podia deixar o Fudêncio simplesmente aparecer do nada e jogar essa bomba querendo que eu largasse tudo pra ir viver um amor antigo que eu nem sabia se era verdadeiro...
O resultado: Pedi pra que ele se afastasse de mim, ele já tinha me abandonado antes, podia fazer isso dnv, eu estava triste e chateado, mas preciso priorizar minha felicidade e com alguém que eu sei que vai estar comigo, o Fudêncio ficou mal, mas ele só tá sentindo agora o que eu senti por anos, eu me sinto mal por ele estar assim, mas preciso pensar em mim..
Estou completando 9meses de namoro e acredito que encerrando 13 anos de amizade, mas tudo se resolve no final...
Bom é isso gente, um beijão Luba, se tiverem dúvidas em algumas coisas eu esclareço pra vcs!! Beijãooooo
submitted by SoVimObservar to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.21 21:09 Apectocio Minha Biografia

no 3º ano do fundamental eu conheci um grande amigo chamado de gabriel e dps eu tive que sair da escola e quero contar isso para vcs como foi ficar 3 anos sem o meu melhor amigo

1º ano

Eu tinha me mudado de escola devido a crise que teve em 2012 que afetou a minha família e meu pai acabou perdendo o emprego e troquei de escola de para um Sesi pequeno no 5 º ano e que estava com problemas financeiros, quando eu cheguei eu n consegui fazer um amigo e todo o recreio eu sentava sozinho em um canto ao lado da sala dos professores, até que depois de um tempo a coordenadora da escola passou onde eu tava e perguntou pq eu estava sozinho no recreio bem eu disse q não consigo ter um amigo pq não conseguia ter um assunto e ela me levou em um grupo da minha sala e me apresentou e fiquei com muita vergonha, o grupo só ignorou a minha existência e acabou o recreio.
Bem depois desse dia a coordenadora disse para todos os professores, e todos os dias a coordenadora pedia para um grupos de alunos ir conversar comigo e eles iam lá para conversar bem eu falava coisas bem curtas e depois de um tempo de silencio eles iam embora, meio ano passou o meu pai começou a trabalhar de "Tio de piruá" na minha escola e até que a coordenadora me puxou para uma sala e me apresentou um grupo que era um grupo de robótica e na quele dia fiquei muito confortável me sentia finalmente em casa pq eu gosto de Tecnologia e não precisava falar muito o grupo era de 3 garotas do 3º ano do ensino médio e 2 garotos do Ensino médio e um professor de robótica eu ficava quieto escutando e gostava de ouvir a conversa deles, mas nem tudo era um 1000 maravilhas eu tirava notas baixas pq eu não conseguia aprender até que a diretora da escola chamou o meu pai para conversar sobre o mim.
Depois desse conversa o meu pai falou para minha mãe resolver esse problema, e foi passou em médicos e a diretora queria a que eu passasse em uma psicóloga, o ano estava acabando as minhas notas não se encaixavam para passar de ano e na reunião de pais, e minha mãe disse para mim que passei só por uma coisa a minha mãe e a diretora fez um trato é que eu fizesse um curso do Kumon aceitou a proposta, e vamos lá para o 6º ano do ensino fundamental.

2ºano

6º a sua rotina escolar muda agora não é 1 professor são 5, no inicio do ano a escola teve que demitir o professor de robótica e acabou o grupo todos os alunos foram para a faculdade e fiquei de novo sozinho e agora estou fazendo kumon estava começando a ficar louco, que quando o professor disse que de um trabalho de casa eu simplesmente chorei na sala de aula e o professor conversou comigo e disse que eu nem tava tendo um tempo de "viver" a minha vida finais de semana cheio de lições de casa da escola e do kumon e quando eu chegava em casa o meu pai estava só cansado e não gosta de falar comigo até nos dias atuais
Metade do ano se foi, eu comecei a ir em uma psicóloga eu falava com ela pq eu pensava que tudo se resolvesse e fosse uma pessoa normal e eu precisava em colaborar com ela
O Sesi começou a falir não tinha professor de matemática trocaram por 5 professores que não conseguiam passar a matéria na sala de aula , e a minha media de notas de 7 ou 6 foi para 2 ou 3 depois de ver essas notas eu comecei a esconder as minhas provas de baixo da minha cama eu não queria ver a minha mãe triste, estava começando a ter a pensamentos tipo "Se eu repetir 1 ano eu vou ser um Jé ninguém eu não quero viver desse jeito! eu não ligo para a minha vida se eu viver como um Jé ninguém, apesar qual é o sentido da minha existência? as pessoas são melhores do que eu sempre conseguem tirar um 10 e viver a sua vida e eu me matando por um 6 ou 7 e me matar para fazer um trabalho chega desse loop infinito!" de madrugada eu tava fazendo as lições de do Kumon até que eu peguei um papel no bloco de notas e escrevi e depois comecei a sentir uma dor intensa nas minhas costas, uma dor que não dava para descrever uma mistura de ardência e dor em minhas costas e fui parar em um hospital.

2,5º ano

Fui para um hospital publico e demorei umas 2-3 horas fui atendido com medico cubano eu disse que eu estava com uma dor insuportável em minhas costas ele falou que queria ver as costas, eu não tinha visto em casa, e tinha umas bolhas e minha pele estava avermelhada, o medico pediu para deitar na maca e falou que ia apertar a minha barriga, eu disse " okayy né você tem o diploma você sabe o que está fazendo né" ele deu uma apertada na minha barriga de uma forma quase saiu os meu órgãos pela a minha boca, depois de ter apertado a minha barriga falou que a intenção era de VoMItAr, eu e meu pai que tava do lado a gente ficou com uma cara de "excuse WTF!" e ele disse que era virose então eu e meu pai saiu de madrugada quase amanhecendo do hospital, fomos em medico decente e disse que eu estava com o Herpes Zoster (caso não sabe, pesquise), comecei a tomar muitos remédios indo para a escola cheio de dores na minhas costas
Passou 3 meses e finalmente curado! eu lembro do meu medico que a causa pode ser tanto de estresse ou imunidade baixa e depois desse dia eu comecei a a cuidar da minha saúde, escola acabando e notas 2 ou 3 era toda hora em matemática, eu por desespero eu fui tentar colar com uma calculadora na prova não deu certo zeraram a minha prova.
Reunião de pais foi diferente dos anteriores, a diretora chamou o meus pais para conversar a sós e falou que não da para me passar de ano com as minhas notas me repetiram de ano depois desse disso eu só passei o dia para baixo, eu sentei em um degrau das escadas e meu pai chegou sentou ao meu lado, e disse que não precisa se preocupar esse ano foi difícil para você que ele não entenderiam como foi, eu entrei no carro eu tava no banco de atrás a viajem para a casa foi a minha mãe reclamando para o meu pai que tinha que por na escola publica não adianta investir em mim eu só ignorei
Dezembro estava dormindo na casa da minha vó o meu pai tinha arrumado um emprego mas tinha que viajar e demorava 3 meses para voltar e minha mãe tava trabalhando
Ano novo agora vai ser um ano bom 2016 tem que ser ótimo! já me matriculei em outra escola...
3...2..1!

3º ano

Nunca tinha visto os fogos de artifício de um jeito que parecia uma esperança uma coisa nova a cada ano ver os fogos queimando no céu e explodindo as pessoas se abraçando comemorando o seu amor e carinho da própria família e consegui perceber que a coisa mais valiosa foi ter a minha família que sempre estarão ao meu lado se pisar na bola isso foi inacreditável que eu pensei
Fevereiro comecei a escola nova que se chama Escrevivendo , e no primeiro dia conheci uma Garota mas MUITO diferente do normal ela nunca quer conversar com o grupo de garotas da sala pq são muito mesquinhas para ela, eu fui me apresentar para ter um amigo para ela e sinceramente acho que quando eu conheci ela acho que mudei de pessoa uma mais extrovertido, o nome dela é Pietra ela falava que tinha um namorado no 6º ano para mim soava um pouco irônico por ser muito nova, ela gostava muito do Doctor who e mostrou um cantor que tanto eu gosto até hoje Joji Tvfilthyfrank hoje em dia eu gosto mais do Joji kkkk
Até que um dia eu pela a primeira vez eu senti apaixonado por uma pessoa que a sensação de amar ela do simples fato que ser ela mesma e diferente, depois de conhecer ela o maior motivo era alegrar o meu dia ao lado dela e dar gargalhadas em um vídeo mais idiota que a gente achou na internet sobre chaves, aiai! que saudades! até que em um dia ela chegou para mim que e falou a verdade que não queria nem um relacionamento bem nessa parte eu tinha entendido também a gente era novo para isso .
Pietra se você estiver vendo isso te amo FEDIDA!
O meu pai me deu o primeiro celular um moto g1 finalmente! e geralmente o colégio no final do ano faz uma feira cultural e precisa do celular para os professores amurarem os alunos para dança mas que coisa vergonhosa, e o grupo era no facebook então tive que usar a minha conta que tinha feito a muito tempo atrás, abri o app de mensagens do facebook eu eu tenho umas mensagens de um tal de Gabriel, eu não me lembrava mesmo pq fazia muito tempo eu ignorei
Fiz a minha parte do trabalho e passei de ano! dezembro de novo na casa da minha vó até que eu lembro quem foi o Gabriel no 3 º ano do fundamental até que eu respondi ele CARA É VC? bem depois desse dia a gente ainda é melhores amigos a gente fica jogando se divertindo e vendo filmes, A Pietra não falo muito mais com ela pq tive que trocar de escola (Um dia eu vou fazer um desabafo só do Gabriel pq tá enorme isso !)

Conclusão

Meu a vida é importante se a situação tá ruim é para melhorar, se vc tem problemas procura um medico fale com pessoas a sua vida é importante! e quero que goste da minha biografia apesar que é mais puxado para desabafo
Tchau Galera! e um grande abraço em vcs!
submitted by Apectocio to desabafos [link] [comments]


2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
submitted by Wooden_Statistician3 to desabafos [link] [comments]


2020.05.23 17:40 Vitor_Lenon Sou babaca por me apaixonar pela namorada do meu melhor amigo e fazer eles terminarem ?

Ola Luba, editores, bonecos de papelão e seus restos mortais, possivel convidado (ninguém quer visitar o Luba além do Jean ) e turma que está a ver.
Minha historia meses depos de terminar um namoro com minha primeira namorada que durou 3 anos, depos 5 ou 6 meses eu continuava mal e perdido, não sabia oque fazer, até que meu melhor amigo (irei chama-lo de Cristofe) não gostando de me ver nessa situação diz que vai me apresentar a irmã da namorada dele, ela tinha acabado de sair de um relacionamento abusivo e achava que nós dois poderiamos dá certo, e que assim ele não precisaria ir na casa de sua namorada sozinho ja que lá era um lugar bastante perigoso e diz minha " namorada se chama Ja... e a irmã se chama Je..." (infelizmente tenho déficit de atenção e ambos os nomes na minha cabeça eram bastante parecidos), e também me disse que ambas faziam um curso na mesma sala que eu, depôs dele insistir bastante eu aceito.
Nota: Cristofe é meu amigo há 6 anos e namorava ela a alguns meses, eles moravam em cidades diferentes então pouco se viam, mesmo dizendo que a amava vivia fazendo piadas de mal gosto sofre algumas "frescuras de sua namorada" e fala coisas tipo de que era doido para ficar com a ex de um amigo nosso e dizendo que ele mesmo tendo amado ela, não deveria se importar por ser ex, e uma hora ou outra ela ia arranjar alguém, que pelo menos fosse um amigo.
No outro dia chegando no curso, sou recebido por uma garota que se apresenta como Je, ela era uma menina que falava muito, gostava de festas e sair para... e diz que ja tinha ouvido falar de mim pelo Cristofé e que ja estava esperando, em seguida ela me apresenta sua irmã, a Ja, Ja era quase oposto de Je, era tímida, não era de muitas palavras e prestava atenção em todas as aulas, como não lembrava quem era quem, deduzi que Je seria a namorada do meu amigo e Ja seria a garota que eu deveria conhecer, para completar, Je me disse que Ja tinha saído de um relacionamento complicado e o ex dela foi babaca.
Então após fazer amizade com Je, fui sentar ao lado de Ja, me apresentei e disse que queria ser seu amigo, ela então me olha com um olhar triste, pega os fones e me ignora, eu preocupado ao ver ela triste resolvo soltar piadas no ar, falando coisas engraças a pessoas perto dela para que ela ouvisse, mas simplesmente sou ignorado, até que ela retira os fones, me olha e diz "você não vai copiar?" Nesse momento havia desisto e resolvi ser sincero e disse "desculpa, comecei a fazer graças e contar piadas pq você parecia triste e eu queria te animar, queria me aproximar de você, quem sabe seu amigo mas entendo que quer ficar sozinha, irei lhe deixar em paz e estudar em outro canto da sala" então quando ia me levantar, ela segura meu braço e diz "Fica" me conta os motivos de sua tristeza e disse que não era feliz (também revela que os fones nem prestavam e que minhas piadas eram péssimas mas isso não vem ao caso).
Dias e meses se passaram e eu e Ja estavamos cada vez mais próximos, finalmente me sentir com alguém e finalmente ela mostrou quem era de verdade, uma garota alegre, engraçada e muito divertida, fazíamos tudo juntos e as vezes Je vinha junto mas tinha bastante ciúmes de nossa amizade, então meu amigo Cristofe pergunta como estão as coisas, então lhe digo que estou apaixonado e muito feliz, e que pretendia me declarar a ela, e para nós comemorarmos isso resolvemos marca uma pizza, me resolvo me arrumar, vestir minha melhor roupa, chegando lá os 3 estão me esperando sentandos em uma mesa, então, Cristofe se levanta e me apresenta JA como sua namorada e me revela que JE é a irmã, ele sem saber da confusão que eu fiz de nomes, diz que eu tenho algo a dizer para JE, então acabo me declarando a ela, com palavras que só a Ja entendia, o fiz e Je, talvez confusa ou por carência, simplesmente aceito, e passei aquela terrível noite com a irmã da menina que eu amava, e vendo a mesma beijando meu melhor amigo.
Algumas semanas se passam e sou apresentado como namorado de Je em sua casa, e começo a frequentar a mesma ao lado de Cristofe, mesmo ficando com Je, Ja e eu sempre nos isolavamos de Cristofe e Je para conversar e rir de nossas piadas bestas, Je talvez percebendo tudo oque está acontecendo manda eu me afastar de Ja apartir de agora, dizendo que ela não ia precisar de minha amizade e se aproximaria mais de Cristofe, e eu apenas estava atrapalhando, Ja ouve isso e me pede para não a deixar, sem saber oque fazer e confuso, eu me levanto e vou embora, Ja me acompanha, neste momento Je diz que se eu não fizer oque ela manda, vai está tudo acabado entre a gente, e que ela pagaria um de meus amigos para me deixar mal, eu digo que poderia fazer o mesmo e ela diz "Ja é minha única amiga, ela NUNCA trocaria o Cristofe por você" após ouvir isso, sem hesitar vou embora, me sentindo no fundo, caindo na realidade que meu amor por nada mais era que uma besteira, resolvo fazer algo que nunca havia feito antes, beber, com meio copo, Já estava tonto, resolvo me deitar.
Após me deitar tive a brilhante idéia de "Já que nunca vou ficar com a Ja e guardar isso só para mim está me matando, serei honesto com ela e me afastarei" mando a seguinte mensagem "Ja...não sei como lhe explicar, porém oque sinto por você não para controlar, eu te amo Ja... e sei que isso é um amor proibido ja que você namora meu melhor amigo, me perdoe, mas não quero ser uma pedra no caminho de sua felicidade, obrigado por tudo, adeus", Ja não costumava responder rápido, mas nesta noite por algum motivo ela viu, e disse "eu te amo, eu nunca senti nada pelo Cristofe, apenas aceitei namorar ele pq ele me pediu na frente de toda a minha família, e como nossas familias são muito amigas e por medo de decepcionar meus pais, eu resolvi aceitar, mas não sou feliz" eu sem entender direito tudo oque tava acontecendo, fico surpreso, mas digo que não poderiamos ficar, pois eu odeio traição, e namorar seria difícil, pq o pai dela me odeia e ja havia me ameaçado por deixar a Je além de amar o Cristofe, ele me vendo com a Ja só faria o ódio dele aumentar, então mostrando como séria impossível ficarmos juntos, digo para ela buscar a felicidade e oque a fizesse feliz, paramos de nos falar por um tempo e Cristofe vêm falar comigo muito triste, dizendo que Ja havia terminado o namoro, e que não era feliz, na hora me senti culpado, mas feliz por minha amiga.
Cristofe então me pede conselhos, qualquer coisa para ajudar a reconquistar Ja, então com uma enorme dor no peito eu digo "me desculpa, eu amo a Ja, não poderia ter ajudar" Cristofe então triste e surpreso me pergunta se eu ja havia ficado com Ja, e eu digo que não, depôs ele me pergunta se a felicidade dela fosse eu, se eu aceitaria ficar com ela, então eu lembro do que ele dizia a nosso amigo e digo "sim, você nem deveria se importa, ela é sua ex, e se ela for ficar com alguém melhor um amigo, certo ?" Cristofe então apenas ri e diz "ok, vamos da um tempo em nossa amizade, ambos a amamos então aquele que ela escolher para faze-la feliz e ficar com ela, o outro deve se afastar e não sair mais como o casal" mesmo por dentro que por fora eu dizia que ja havia desistido, por fora ainda havia esperança.
Alguns meses sem falar com Ja, sua irmã Je me chama até sua casa, para me apresentar seu namorado, um outro amigo meu que ela havia dito que namoraria e disse que eles eram um casal muito feliz, eu lhes dou parabéns e eles se convidam a ir a minha casa, e Ja é obrigada a ir por seus pais para reparar Je, então deixamos o casal ir na frente e Ja me trata friamente, ignorando e me deixando falar sozinho, chegando em casa, o "casal feliz" tem uma briga feia e pedem privacidade do quarto para eu e Ja, vamos para frente de casa e ela fala que ódio o fato que eu me afastei dela, começamos a nós falar denovo, até que falamos de pessoas que gostamos no passado e que nunca fizemos nada, então eu digo para ela tentar com alguém que a fizesse bem, ela coloca uma música, fecha meus olhos e me beija, depôs disso, eu e Ja começamos a ficar escondido. Se quiser saber oque acontece quando e Je descobre com o final em prints ai já é outra historia.
Eu sou babaca ?
submitted by Vitor_Lenon to TurmaFeira [link] [comments]


2020.05.22 18:26 jaoherico Dae, tais sem nada pra fazer, né? Sabia! Então... fiz esse continho aqui pra você ler e não morrer de tédio. Não precisa agradecer. Fiz sobre o "tópico da semana" do sub r/escrita. É sobre ficção científica, porém tentei não me limitar muito ao tema e explorar mais um realismo fantástico.

A NOVA COLÔNIA, parte I
Conto por João Antonov
Em 22 de abril de 2015 eles chegaram. Clara se lembrava bem do dia. Ainda estava no primeiro semestre da faculdade de medicina. A notícia virou o mundo de cabeça para baixo. E quando os aliens começavam a se espalhar e a se instalar em diversas partes do globo, a realidade era tão fantasiosa e impalpável que Clara sentia que, a qualquer momento, acordaria daquele sonho estranho. Só quando eles chegaram em Manaus e lá fundaram a sede da onde explorariam e exportariam mais da metade da Amazônia, ela passou realmente a cogitar essa realidade que viam seus olhos. Um fio quente de consciência quebrava toda a calmaria na qual sua medrosa passividade a deixava. Tudo iria realmente mudar, e ignorar a verdade não lhe seria, dessa vez, útil.
No começo tudo era estranho e, de certa forma, tosco. Os extraterrestres com dificuldade entendiam as milhares de línguas terráqueas e suas variações, por isso economizavam esforços, por exemplo, transmitindo seus comunicados em português de Portugal para os Brasileiros. Era vistoso que, assim como para os humanos, essa era uma experiencia relativamente nova para eles.
Em 2013 foi quando Clara conheceu Magnus. Os dois estavam no cursinho pré-vestibular e tentavam para medicina na UFAM (universidade federal do Amazonas). Após o súbito enlace de uma forte amizade, começaram a namorar nesse ano. Magnus era grande, um dos mais altos da sala, nessa época era muito mais magricela e até desengonçado. Clara atraiu-se por sua inteligência e dedicação, coisa que, com sua plácida e ensossa beleza, não encontrava nos meninos que conseguira fisgar durante o ensino médio. Apesar disso, em 2014 fazia 3 anos em que Magnus estava preso no cursinho tentando passar para medicina, foi quando mudou radicalmente de curso. Optou por seguir aquele assunto que assombrava todas as suas conversas de maior relevância e interesse. Só ao se abrir com Clara, coisa que nunca fez com tanta sinceridade com outra pessoa, que essa sombra se transmutou de um devaneio inconveniente para a ambição profissional e pessoal de Magnus. Clara o apoiou muito nessa época, e pode ver aquele menino embaraçado e desengonçado se desenvolvendo paulatinamente num homem corajoso quando disse ao seus pais que seu maior interesse era a política. Ela, contudo, continuou tentando para medicina, esse foi seu segundo ano de tentativa. Os dois passaram para a UFAM, ele para relações internacionais e ela seria médica.
O verão de 2014 para 2015 foi o melhor de suas vidas. Clara cultivava uma estima inaugural por aquele broto de menino que desabrochava sua bruta coragem. Magnus, ao passo que perscrutava seu cerne com auxilio de sua namorada, se tornava aquele tipo de rapaz hostil, não em prol de sua vaidade, mas inamistoso com injustiças. Clara, que era medrosa, tímida e condescendente, admirava a determinação do namorado contra as falsas e cordiais concordâncias, ainda mais quando sabia que fora ela quem impeliu essas características a luz da personalidade. Apesar disso, conhecia bem seu lado inseguro, indefeso, também como o alvo de seu amor, nobre, assim como o motivo central de sua luta.
Magnus naturalmente tinha o gênio de se inclinar para as militâncias esquerdistas das faculdades federais. Ele mal teve tempo de viver elas no seu estado natural, pois logo os aliens chegaram. Como os extraterrestres se mostraram toscos e desajustados em sua forma de dominação, os estudantes federais, junto de outros grupos simpatizantes, aproveitaram-se dessas fraquezas e protestaram contra os atos de injustiça e a escravidão que alguns aliens principiavam a introduzir em Manaus. Clara, prudente até demais, no começo não seguia o namorado para a rua manifestar, apesar de incentiva-lo. Os aliens passaram a encararam a força estudantil como um adversário respeitável, pela sua inflexibilidade e brio, e amenizaram as injustiças, mudando de uma estratégia completamente opressora para uma na qual tratava os humanos Manauenses quase como cidadãos com menos direitos. Só assim que Clara viu a importância dessas manifestações e seguiu seu namorado em cartazes e bandeiras. Magnus se tornava de suma importância para a organização dos protestantes.
Foi então que os ataques rebeldes começaram, em todo o mundo, lá por maio de 2016. Os que, antes da colonização, eram direitistas e conservadores, condenaram os ataques como sendo extremistas e injustos com os aliens, que nos tinham cedido certas regalias políticas enquanto poderiam ter simplesmente nos exterminados. Os estudantes aderiram incontestavelmente a causa. Clara voltou a ficar em cima do muro e não soube se era realmente certo apoiar os rebeldes, que, apesar de lutar por liberdade humana, causavam muitas mortes e desentendimento.
Foi logo mais tarde, 2017, quando também Magnus abandonara as passeatas. Entretanto, nunca deixou de ter sua opinião política muito forte. Começava a ficar realmente robusto e corpulento, com o rosto forçudo. Não era mais o menino magricela do cursinho. O súbito abandono das passeatas estranhou Clara, como também uma repentina mudança em seu comportamento.
Magnus começava a sumir de repente, a voltar muito mais tarde da faculdade, a falar ao telefone longe da namorada, a botar senha nos seus computadores. Clara desconfiava dele, ainda mais quando via nitidamente que alguma coisa ele escondia. 2017 e 2018 foram anos bem conturbados no namoro deles. Clara exigia por explicações e Magnus balbuciava histórias frágeis. Chegaram até mesmo a terminar, mas nunca de se amar. Voltaram, então, em 2019. Magnus sofria muito sem ela. Percebia que o motivo de sua luta era pelas coisas que amava, e ele amava Clara. Voltaram, não com a mesma intensidade. Magnus, assustado com a tibieza do relacionamento, pediu a mão de Clara. Ela concordou no tudo ou nada e nas promessas de mudança dele, acreditou, mesmo com um pingo de desconfiança, que não houve traição. Se mudaram da casa dos pais e foram tentar a vida de noivos num apartamento próprio. Ele e ela cursavam já o doutorado.
Gostou? Essa é só a primeira parte. Se você quer continuar lendo, comenta que eu posto as sequencias ou manda direct pra eu te passar o pdf por email. Obrigado pelo interesse :)
submitted by jaoherico to literatura [link] [comments]


2020.05.22 18:19 jaoherico Dae. Tais sem nada pra fazer ai dnv, né? Então, escrevi esse conto baseado no "tópico da semana" do sub r/escrita . Basicamente, é meio que ficção científica, mas tentei não me limitar muito ao tema. Se você é de Manaus e não se sentir aqui representado, me desculpa e gostaria de saber porque.

A NOVA COLÔNIA, parte I
Conto por João Antonov
Em 22 de abril de 2015 eles chegaram. Clara se lembrava bem do dia. Ainda estava no primeiro semestre da faculdade de medicina. A notícia virou o mundo de cabeça para baixo. E quando os aliens começavam a se espalhar e a se instalar em diversas partes do globo, a realidade era tão fantasiosa e impalpável que Clara sentia que, a qualquer momento, acordaria daquele sonho estranho. Só quando eles chegaram em Manaus e lá fundaram a sede da onde explorariam e exportariam mais da metade da Amazônia, ela passou realmente a cogitar essa realidade que viam seus olhos. Um fio quente de consciência quebrava toda a calmaria na qual sua medrosa passividade a deixava. Tudo iria realmente mudar, e ignorar a verdade não lhe seria, dessa vez, útil.
No começo tudo era estranho e, de certa forma, tosco. Os extraterrestres com dificuldade entendiam as milhares de línguas terráqueas e suas variações, por isso economizavam esforços, por exemplo, transmitindo seus comunicados em português de Portugal para os Brasileiros. Era vistoso que, assim como para os humanos, essa era uma experiencia relativamente nova para eles.
Em 2013 foi quando Clara conheceu Magnus. Os dois estavam no cursinho pré-vestibular e tentavam para medicina na UFAM (universidade federal do Amazonas). Após o súbito enlace de uma forte amizade, começaram a namorar nesse ano. Magnus era grande, um dos mais altos da sala, nessa época era muito mais magricela e até desengonçado. Clara atraiu-se por sua inteligência e dedicação, coisa que, com sua plácida e ensossa beleza, não encontrava nos meninos que conseguira fisgar durante o ensino médio. Apesar disso, em 2014 fazia 3 anos em que Magnus estava preso no cursinho tentando passar para medicina, foi quando mudou radicalmente de curso. Optou por seguir aquele assunto que assombrava todas as suas conversas de maior relevância e interesse. Só ao se abrir com Clara, coisa que nunca fez com tanta sinceridade com outra pessoa, que essa sombra se transmutou de um devaneio inconveniente para a ambição profissional e pessoal de Magnus. Clara o apoiou muito nessa época, e pode ver aquele menino embaraçado e desengonçado se desenvolvendo paulatinamente num homem corajoso quando disse ao seus pais que seu maior interesse era a política. Ela, contudo, continuou tentando para medicina, esse foi seu segundo ano de tentativa. Os dois passaram para a UFAM, ele para relações internacionais e ela seria médica.
O verão de 2014 para 2015 foi o melhor de suas vidas. Clara cultivava uma estima inaugural por aquele broto de menino que desabrochava sua bruta coragem. Magnus, ao passo que perscrutava seu cerne com auxilio de sua namorada, se tornava aquele tipo de rapaz hostil, não em prol de sua vaidade, mas inamistoso com injustiças. Clara, que era medrosa, tímida e condescendente, admirava a determinação do namorado contra as falsas e cordiais concordâncias, ainda mais quando sabia que fora ela quem impeliu essas características a luz da personalidade. Apesar disso, conhecia bem seu lado inseguro, indefeso, também como o alvo de seu amor, nobre, assim como o motivo central de sua luta.
Magnus naturalmente tinha o gênio de se inclinar para as militâncias esquerdistas das faculdades federais. Ele mal teve tempo de viver elas no seu estado natural, pois logo os aliens chegaram. Como os extraterrestres se mostraram toscos e desajustados em sua forma de dominação, os estudantes federais, junto de outros grupos simpatizantes, aproveitaram-se dessas fraquezas e protestaram contra os atos de injustiça e a escravidão que alguns aliens principiavam a introduzir em Manaus. Clara, prudente até demais, no começo não seguia o namorado para a rua manifestar, apesar de incentiva-lo. Os aliens passaram a encararam a força estudantil como um adversário respeitável, pela sua inflexibilidade e brio, e amenizaram as injustiças, mudando de uma estratégia completamente opressora para uma na qual tratava os humanos Manauenses quase como cidadãos com menos direitos. Só assim que Clara viu a importância dessas manifestações e seguiu seu namorado em cartazes e bandeiras. Magnus se tornava de suma importância para a organização dos protestantes.
Foi então que os ataques rebeldes começaram, em todo o mundo, lá por maio de 2016. Os que, antes da colonização, eram direitistas e conservadores, condenaram os ataques como sendo extremistas e injustos com os aliens, que nos tinham cedido certas regalias políticas enquanto poderiam ter simplesmente nos exterminados. Os estudantes aderiram incontestavelmente a causa. Clara voltou a ficar em cima do muro e não soube se era realmente certo apoiar os rebeldes, que, apesar de lutar por liberdade humana, causavam muitas mortes e desentendimento.
Foi logo mais tarde, 2017, quando também Magnus abandonara as passeatas. Entretanto, nunca deixou de ter sua opinião política muito forte. Começava a ficar realmente robusto e corpulento, com o rosto forçudo. Não era mais o menino magricela do cursinho. O súbito abandono das passeatas estranhou Clara, como também uma repentina mudança em seu comportamento.
Magnus começava a sumir de repente, a voltar muito mais tarde da faculdade, a falar ao telefone longe da namorada, a botar senha nos seus computadores. Clara desconfiava dele, ainda mais quando via nitidamente que alguma coisa ele escondia. 2017 e 2018 foram anos bem conturbados no namoro deles. Clara exigia por explicações e Magnus balbuciava histórias frágeis. Chegaram até mesmo a terminar, mas nunca de se amar. Voltaram, então, em 2019. Magnus sofria muito sem ela. Percebia que o motivo de sua luta era pelas coisas que amava, e ele amava Clara. Voltaram, não com a mesma intensidade. Magnus, assustado com a tibieza do relacionamento, pediu a mão de Clara. Ela concordou no tudo ou nada e nas promessas de mudança dele, acreditou, mesmo com um pingo de desconfiança, que não houve traição. Se mudaram da casa dos pais e foram tentar a vida de noivos num apartamento próprio. Ele e ela cursavam já o doutorado.
Gostou? Essa é só a primeira parte. Se você quer continuar lendo, comenta que eu posto as sequencias ou manda direct pra eu te passar o pdf por email. Obrigado pelo interesse :)
submitted by jaoherico to Livros [link] [comments]


2020.03.23 04:20 silveringking Aventura... (Uma avaliação auto-pessoal)

Existe um grupo latino nos Estados Unidos pouco conhecido aqui na Europa, mas com alguma influência do outro lado do Atlântico, o nome Aventura, os Aventura, bem, podem ser definidos como um "One Hit Wonder", mais ou menos, mas não me vou aprofundar, o nome da musica é Obsession, que conta a história de um rapaz que liga às 5 da manhã a uma rapariga com namorado lhe declamando o amor... Eu sempre achei esta musica bastante engraçada, nunca soube o que é amor. Não no sentido do desejo carnal, do desejo sexual, do amar alguém pelo seu corpo, pelo desejo de possuir uma pessoa. Não, eu não sou desses, eu jogo o meu jogo, que mais ninguém joga, ou melhor todos jogam, mas só eu sei as regras... É a minha aventura...
Vou aqui contar como tudo começou, para que possamos perceber esta história temos de recuar aos anos 90... Quando bullies não eram bullies, quando não havia Youtube, ou Facebook, e a posição de pais e professores era a de "Quem vai à guerra, dá e leva...". Tudo começou no primeiro dia de escola, era um dia de chuva, eu entrei na escola e a meio do caminho noto que o meu atacador está desapertado, pelo que tento atá-lo enquanto seguro um guarda-chuva, do nada dois miúdos mais velhos começam a rir-se de mim, era mau agoiro... Desde lá nunca mais tive paz...
Dizem que eu não sou uma pessoa de paz, enganam-se, eu sou uma pessoa de paz, sou também uma pessoa que não leva desaforo para casa. Eu não sei se tenho mel, mas toda a gente quer um bocado. É como o Boss Ac dizia "Ao contrário do que eles pensam / Low profile é o meu feitio / Tenho contas a pagar para não acabar ao frio", "Deixem o AC em paz / Eu quero paz e amor, son". Sinto falta do AC do "Baza, baza".... Mas voltando ao assunto, eu não má pessoa, gosto da minha paz, mas tive poucas oportunidades para a gozar, crescer no meio da guerra não é fácil, por isso que esta quarentena não seja nada de novo para mim, apenas o capítulo 11256 da novela mexicana que é a minha vida... O que me leva de novo aos Aventura, e à música "Obsession", os meus defeitos, são muitos, eu admito ser um pouco obsessivo, talvez um pouco de mais, também admito não saber tudo, se soubesse teria já ganho a lotaria, também tenho a língua bifurcada e gosto de responder à letra, se bem que tenho tentado moderar me nesse aspeto, detesto mentiras a um nível tão grande que me passo quando apanho uma, e por vezes sou histérico, certamente haverão outros defeitos de que não me lembrarei agora. Mas enfim, no fundo eu sou um escritor, e quem conta um conto acrescenta um ponto... Eu gostaria que este fosse o primeiro post deste sub pelo simples facto. Gostaria de explicar que um bom escritor, e não me incluo neste grupo por isso não ponham palavras na minha boca, escreve sobre aquilo que sabe. O que eu sei, geralmente são um raio de 20 ruas, talvez 30 e é sobre isso que escrevo... Não me auto promovo... Quem quiser leitura de quarentena, que chegue a esta fogueira e leia uma história...
submitted by silveringking to leituradequarentena [link] [comments]


2020.01.09 11:26 parabellumcox Expectativa × realidade

Não sei se posso chamar isso de esperança, mas quando iniciamos um relacionamento amoroso com alguém esperamos o melhor daquilo. Claro que haverá momentos ruins também, mas contanto que sejam em menor número e menos relevantes que os momentos bons, a gente nem liga. Mas e quando é o contrário? Acho que o pior nem é isso.
E quando você acha que escolheu aquele arroz com bacon mas na verdade era passas? Acho que a maioria, quiçar todas as decepções amorosas se devem por esperar muito das pessoas. O meu esperar muito é o que eu faria, na verdade. Mas, como já foi dito num post aqui, há várias formas de "amar". Pra mim só há um jeito de amar. O jeito certo que é demonstrar carinho, respeito, consideração... Não tem essa de "ah, eu sou escroto, então esse é meu jeito de amar"
Nunca conheci o amor da minha vida (existe isso?) E a cada interação, a cada relacionamento vazio, ruim e desgastante... A esperança passa entre os meus dedos como se fossem grãos de areia.
Tá. Confesso que sinto inveja daqueles casais que se dão tão bem juntos que parecem terem nascido um pro outro. Daquele casal que a amizade é tão forte que nada parece abalar. E eu aqui que estava tendo um relacionamentozinho de merda, com discussões generalizadas, desculpas esfarrapadas, comportamentos de pessoa solteira. Não tem necessidade, sacou? A solidão não é ruim. Quem disse isso não sabe conviver com si mesmo. É infinitamente melhor estar sozinho do que com pessoas ridículas ao seu lado.
Não tem nada de errado em ir ao cinema sozinho, ou tomar um sorvete enquanto dá uma volta na praça... Sozinho. Ir a balada sozinho. Ou qualquer outra atividade que a sociedade te impõe a fazer com outra pessoa. Digo a vocês NÃO TEMAM A SOLIDÃO. Você acha que a pessoa com quem você está caga pra você? Caga pra ela. Deixe-a ir. Não ligue para o que os outros vao dizer. "Ue?! Terminou com o namorado?" ou "Tá na hora de arranjar alguém" Zzzz
Não fique com o que você acha que não merece. Não aceite menos do que você acha que merece. Você vai saber quando a pessoa está em sintonia com você. Quando ela faz por você tanto quanto você faz por ela. Quando ela encara os problemas com você. Quando ela faz de você, não prioridade, mas alguém que se for embora vai fazer muita falta. É isso. Escrevi pakas, e olha que eu estou evitando conversar. Agradeço quem leu até aqui. Como de costume, é só um desabafo. Tenham um ótimo dia hoje.
submitted by parabellumcox to desabafos [link] [comments]


2019.10.10 06:44 pinho07 Como escolher o amor da sua vida? Se é q existe o amor da sua vida...

Estou confuso quanto a começar uma vida amorosa, nunca namorei, mas posso começar em breve, só preciso me decidir. Sei q pode parecer estranho alguém tratar coisas do coração de modo tão racional, como se fosse natural controlar o momento de amar ou não. Considero o namoro um relacionamento muito sério q exige tempo, paciência, maturidade, respeito, etc. Tenho medo de causar sofrimento na outra pessoa por não saber amá-la suficiente ou então criar falsas expectativas ou então me frustar com o término desse relacionamento sendo preterido. No fundo, fico achando nunca ser bom o bastante para o outro, enfim... inúmeros medos bobos. Acredito q a união de dois seres é algo de extrema importância na nossa vida, não q seja imprescindível ou obrigatória para se ter uma vida melhor, mas dessa união podemos dividir o peso da vida e crescer em amor, alegria, paz e harmonia.
Outra coisa q meio q acredito, mas tbm não estou convicto se é verdade, é se temos de fato uma pessoa ideal para vivermos uma experiência afetiva. Alguns dizem alma gêmeas, tampa da panela, outra metade, etc, como se antes de nascermos já estivesse "escrito nas estrelas" q teremos uma pessoa q está em algum lugar do universo e no momento mais apropriado iremos nos encontrar e a mágica vai acontecer. Meio q acredito nisso pq pra mim é fato q acontece com muitas pessoas ao se ver "um certo alguém" ter sensações marcantes, aparentemente inexplicáveis, tendo o coração batendo mais forte. Uns dizem q é química, outros q é afinidade magnética, outros q são relações advindas de vidas passadas. O famoso "amor a primeira vista". Dentro dessa lógica imagino q pra ser uma união legítima deve haver reciprocidade, tenho q perceber ou sentir q o outro naturalmente tbm sente algo diferente por mim.
Mas tbm entendo q talvez toda essa história seja uma distorção romântica das relações humanas, afinal não temos como precisar ao certo todos os níveis do envolvimento emocional, existem heurísticas, vieses, circunstâncias q manipulam nossas sensações. Quantos casos existem de casais q juravam ser par perfeito e depois se desiludiram ou o contrário, pessoas q a princípio nunca se imaginaram juntas e depois passam a viver "felizes para sempre".
Diante disso, quando me sinto atraído por alguém interpreto q não necessariamente isso quer dizer ser preciso um envolvimento amoroso mais sério, busco controlar meus sentimentos e mesmo estando interessado procuro não demonstrar. Espero o tempo passar pra saber se realmente gosto da pessoa, busco conhecê-la melhor, quero ter a certeza de não ser "fogo de palha" ou uma paixonite de adolescente.
Diante de tudo isso, fico na dúvida: será q se começar a namorar com tal pessoa estarei namorando com a pessoa certa na minha vida? Ou será q tenho q esperar mais um pouco? Na escala de 1 a 10 da reação química ideal entre dois seres talvez essa pessoa q acho ser a pessoa certa está no nível 9, pode acontecer de na semana seguinte encontrar outra q está no nível 10 ou seria 9,9? Esse jogo do amor é perigoso, parece q funciona na tentativa e erro, não quero crer na maldosa frase "enquanto não encontro a pessoa certa, vou me divertindo com as erradas".
Estou num dilema, há mais de um ano tive um encontro fortuito com uma menina bem reservada da faculdade, trocamos olhares e conversas, e me senti muito impactado e atraído por ela. Juro q desde então nunca mais deixei de pensar nela, acho q em todos os dias. Peguei o contato dela, depois disso tivemos conversas esparsas pelo zap, temos muita afinidade de ideias e até chegamos a nos encontrar em alguns finais de eventos q curtimos em comum, mas como já era tarde da noite e o ambiente tumultuado só ficamos nos abraços e sorrisos. Na faculdade é difícil nos vermos e quando isso acontece é sempre corrido, estudamos de noite e os horários não batem pq somos de cursos diferentes. Eu tbm meio q fujo dela, ando pelos corredores evitando encontrá-la, pq não saberia como reagir. Não gosto de estender muito as conversas, pq perco um pouco do controle quando a vejo, fico pálido e me dá taquicardia, não gostaria de demonstrar às claras meus sentimentos. Na vdd, nem conheço ela direito, isso td pode ser fantasia da minha cabeça, devaneios pretensiosos, às vezes ela só me trata como um amigo distante, apesar de já ter me surpreendido com uma demonstrações de carinho fora da faculdade por meio de um bilhetinho escrito a mão q ela pediu q outra pessoa me entregasse. Somos de bairros distantes dentro da mesma cidade e eu presumo ela não quer compromisso nesse atual momento de sua vida. Por enquanto não revelo meu amor carnal, fico no platônico enquanto os medos bobos não vão embora.
Pra apimentar a história, surge um outro alguém, uma amiga de longa data q sempre achei delicada, bonita e singela, mas como ela era alguns anos mais velha q eu, acho q 2 anos, não me imaginei namorar com ela. Ela hj está mais madura e bem mais próxima de mim. Quando nos encontramos percebo o acanhamento dela, mas nas msgs suas carinhas de emojis são sempre afetuosas comigo. No pouco q ficamos juntos ela já me contou da sua vida pessoal, do seu ex-namorado, dos seus planos e incertezas. Ela é bem mais aberta comigo do q a outra, isso tbm se deve pq já nos conhecemos a mais tempo. Meu coração tbm diz q talvez podemos namorar, mas não tive aquele amor a primeira vista como foi com a outra. Sou sempre cordial e amigo com elas, evito entrar em assunto mais voltado quanto aos meus sentimentos por elas. Só q nesse último mês estou sendo impelido a me manifestar.
Aff... pq eu não me resolvo quanto a isso?
submitted by pinho07 to desabafos [link] [comments]


2019.10.01 01:16 Syle91 Desabafo de um coração cansado

Não é muito normal eu desabafar aqui no reddit. Mas preciso de escrever ou quem sabe falar.
Nunca fui uma pessoa que gostava de falar dos meus sentimentos, pois fui muito magoado várias vezes e repetindo várias vezes os mesmos erros de encontrar a tal.
Eu acabei com a minha namorada há uns 6 meses, éramos pessoas diferentes e discutimos de coisas muito estúpidas e sem lógica, para além de não nos vermos muito. O tempo passou e continuei a sair com algumas pessoas, mas não mexiam comigo fora uma garota que gostei mas ela não se sentiu atraída o suficiente por mim, por isso continuei.
Agora não tenho ninguém em vista, gosto de uma garota do trabalho que me dou muito bem mas tem namorado, é foda saber que é uma das pessoas mais parecidas com vc e se dá muito bem com o seu carácter para além de ser linda, mas eu respeito muito ela e não tento nada com ela como é óbvio.
Estou a ficar cansado, eu já nem procuro, desisti e todos os dias sou confrontado com casais a trocarem carinhos e amor relembrando sempre a mágoa de estar só e não poder amar alguém.
É foda ver pessoas que preferem estar com pessoas tóxicas quando as vezes tem pessoas que só querem amar e ficarem juntas.
É foda ser novo e ver já a vida numa merda sem sentido nenhum a nível amoroso.
submitted by Syle91 to desabafos [link] [comments]


2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
submitted by lipherus to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.05.23 07:52 jwachowski DREAMWAVE

Um barquinho navegando sem rumo nas calçadas entupidas de saudade. Cai num bueiro onde desagua na imensidão das coisas que se esquece durante o dia. Vai tateando pelas paredes de uma caverna rosa e úmida como as paredes do quarto que futuramente irá preencher as lacunas da memória vazia.
O barco sobe uma cachoeira e lembra de quando era apenas um pedaço de pau sem forma, onde os namorados vinham fazer juras de amor eterno, tomados de paixão. Onde os pássaros vinham fazer seus ninhos e cantar chamando um ao outro para voar até cansar e depois descansar nos fios de alta tensão.
O barco segue o rio das águas que ainda vão passar. Um boto sobe, vira homem e assume os remos. Vai seguindo em direção ao farol de luz neon. Ao chegar na ilha vazia, sobe a espiral sem cansar sem parar sem olhar para trás sem saber sem pensar sem nem ao menos cogitar onde tudo vai dar.
A porta abre sem ele tocar as mãos. Entra porta adentro ficando cego com o clarão. Sai na lua. Pula na lua sem gravidade, desce devagarzinho e deita entre duas pequenas montanhas por onde passa o rio das coisas que só acontecem nos sonhos.
Mergulha no rio de cabeça. Bebe da água daquele rio. Se afoga e depois volta a superfície renovado. Enche uma garrafinha de coca cola com água da lua. Em pé, vê a terra lá de cima e se joga no espaço infinito em direção a Gaia.
Na estratosfera se torna uma bola de fogo e sem perder tempo rasga o véu do esquecimento e da mediocridade. Mergulha com toda a vontade no oceano que o recebe de braços abertos. Surfa num tsunami de desejos e vontades não tão verdadeiras mas que talvez possam ser. Não importa não, apenas curte a onda que já vai acabar. Urge viver, urge amar.
O sol seca seu corpo estirado na areia fofa e macia que lembra as montanhas lunares. Seu corpo evapora aos poucos sorridente enquanto bebe a água que trouxe da lua, matando sua sede de ser uma canção da Sade. Vira vapor que se espalha na atmosfera dos textos de um escritor que tenta não escrever sobre ela em vão. Vira vapor e chove na janela dela enquanto faz sol numa tarde de verão.
submitted by jwachowski to rapidinhapoetica [link] [comments]


2019.04.27 10:06 jwachowski Era ela

Tem vergonha. Acende um cigarro atrás do outro para disfarçar sua timidez. Ah essa sua timidez. Que lhe faz ficar calado quando devia falar e falar quando devia ficar calado. Quando chegou perto dela sentiu o suor escorrer pelas suas costas. Pensou em acender outro cigarro mas não queria pagar de fumante descolado perto dela. Decidiu segurar a vontade o quanto pode. Se tremia por dentro mas não se sabe se era de ansiedade ou corpo pedindo nicotina. Segurou sua onda. Roía a unha. Mordeu as pelinhas dos dedos até sangrar. O gosto de ferrugem na boca lembra cigarro. Todos os gostos lembram cigarro. Engraçado que o cigarro parece que tem um gosto diferente cada vez que fumamos. Pensou nessa besteira e instintivamente colocou a mão no bolso para puxar o maço. Nesse mesmo instante ela olhou diretamente para ele e sorriu maliciosamente de canto de boca. Pensou no gosto daquela boca. Será que alguma vez já sentiu o gosto dela no cigarro sem saber? Decidiu não fumar. Ninguém naquela roda de conversa fumava. Não iria ser o único bocó sem noção a soltar fumaça na cara dos outros... Bicho esse texto tá muito chato. Vou parar com isso. Perdi a mão quando decidi parar de fumar. Quando decidi parar de pensar nela. Quando decidi me afastar de corpo e alma das coisas que eu não entendia. Sou um medroso eu confesso. Também confesso que não consigo ficar sem pensar nela. Também confesso que to ficando um bunda mole do caralho. Também confesso que tudo que disse aqui é verdade e vamo parar com isso aí de que o poeta é um fingidor. Eu não finjo minha dor. Ela dói de verdade. Se mistura com amor e com minha ansiedade. Se mistura com meu ódio e com minha saudade. Se mistura com minha lucidez com minha insanidade. Tudo dói. Viver dói. Amar dói. Sofrer dói. Sai do sofrer também dói. E você que tá aí lendo essa porcaria de texto também tá sentindo alguma dor. Você, ele e eu estamos sentimos a mesma dor e por isso estamos aqui juntos pensando nas mesmas palavras. E tentando entender o porquê desse miserável não acender logo um cigarro e deixa de sofrer por alguns minutinhos. Sim, ele lembrou porque não fuma. Ela está lá sorrindo sem nem perceber que ele existe. Gado dimais... Ele está decidido a não fumar. Lembrou de um dia estar mijando tranquilamente no mictório e ouvir duas garotas conversar no banheiro ao lado.
— Eu terminei com meu namorado porque ele fumava.
— Que nojo. Eu nunca ficaria com homem que fuma. Quem fuma fede. Deixa a gente fedendo também. Como você ficou com um cara desses?
— Eu sei amiga, mas ele era tão bonitinho.
Em outros tempos não ligaria. Até acenderia um cigarro só para provocar mas ao sair do banheiro deu de cara com ela e desde de então sua vontade de fumar passou a ter de competir com as vontades do seu ̶t̶e̶s̶ã̶o̶ coração. Voltando à roda de conversa, a luta que se travou dentro dele foi rápida e patética. Ele precisava fumar. Já não havia mais jeito. A vergonha de falar e a falta de nicotina no seu sangue lutavam juntas contra o medo de fazer feio perto da amada. Aaah foda-se. — Vocês me dão licença um pouquinho? — Se afastou de todos e puxou o maço do bolso. Um pouco triste por estar jogando seu amor fora por causa do vício. Se importou até certo ponto. Como uma ancora, os vícios mantem um fiapo de sanidade. É como trocar a vida por um pouco menos de dor. Filosofava sozinho soprando sua vida para o alto quando uma mãozinha branca com as unhas bem feitas tocou no seu ombro e disse: — Oi, você pode me arranjar um cigarro? — Era ela...
submitted by jwachowski to rapidinhapoetica [link] [comments]


2019.04.20 11:24 AlulimOfEridu Homem amando (Tradução: Men in Love - therationalmale.com)

Tradução de https://therationalmale.com/2012/09/10/men-in-love/
Dalrock postou algo interessante semana passada - "Ela é a Vítima" - e como é natural da conversa do Dal o post serviu como o tronco para vários ramos de discussões interessantes. Starviolet, um comentador regular (alguns diriam troll) postou o que parecia ser uma questão inócua:
Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?
Como seria esperado, as respostas masculinas para esse comentário e para os que vieram em seguida variaram de leve irritação sobre a inocência dela até descrença na sinceridade dela a respeito dela "querer saber". Contudo, seu espanto original sobre se os homens sabem de fato quando uma mulher não os ama, eu acho, carrega mais peso que a maioria dos caras (mesmo os caras na manosfera) percebe. Então eu pensei em recontar meus comentários e a discussão ali.
Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?
Sim, eles são incapazes.
Por quê? Porque os homens querem acreditar que eles podem ser felizes, e sexualmente satisfeitos, e apreciados, e amados, e respeitados por uma mulher pelo que ele é. São os homens os românticos de verdade, não as mulheres, mas é parte do grande projeto da hipergamia que homens acreditem que as mulheres são as românticas.
Hipergamia, pela sua natureza, define o amor para as mulheres em termos de oportunidade, deixando os homens como os únicos juízes objetivos do que seria amor para eles. Então sim, homens não conseguem perceber quando uma mulher não os ama, porque eles querem acreditar que as mulheres podem amá-los das formas que eles pensam que elas são capazes.

Regra de Ferro do Tomassi #6

Mulheres são incapazes de amar os homens da maneira que os homens idealizam ser possível, de uma maneira que ele acha que ela deve ser capaz de amar. Da mesma forma que mulheres não apreciam os sacrifícios que espera-se que os homens façam para facilitar os imperativos delas, elas não conseguem concretamente amar como um homem gostaria de ser amado por elas. Esse não é o estado natural das mulheres, e no momento em que ele tentar explicar seu amor idealizado, esse é o ponto em que a sua idealização se torna a obrigação dela. Nossas namoradas, esposas, filhas e mesmo mães são todas incapazes desse amor idealizado. Por mais que seria legal relaxar, confiar e ser vulnerável, sincero, racional e aberto, o grande abismo é ainda a falta de habilidade por parte das mulheres em amar os homens da forma como eles gostariam de ser amados.
HeiligKo responde:
Certo, eu continuo com a esperança de que sua regra #6 esteja errada, mas ela não tem se mostrado dessa forma. Então seria a grande mentira que os homens não sentem falta que as mulheres lhes possam prover isso, mas que nós não investimos essa energia em companheiros homens? Que nós não encontramos homens com quem possamos ser vulneráveis, de forma que nos preparemos emocionalmente para os julgamentos que as mulheres criarão em nossas casas. Seria isso o porquê de tantas mulheres tenderem a isolar seus maridos ou namorados de seus amigos homens cedo no casamento ou namoro?
Assumindo que Starviolet estivesse genuinamente confusa (e eu estou meio tendendo a achar que ela está) essa é exatamente a fonte da confusão da Starviolet. O solipsismo feminino faz com que elas não percebam sequer que os homens teriam conceitos diferentes de amor do que a forma como uma mulher percebe o amor. Por isso a questão dela "Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?".
Eu não acho que seja necessariamente uma "grande mentira", é apenas uma falta de mutualidade no conceito de amor de cada gênero. Se é uma "mentira", é uma que os homens preferem contar a si mesmos.

Preenchendo a Lacuna

Mais tarde na discussão, Jacquie (que é uma das duas escritoras mulheres linkadas no meu blog) trouxe outro aspecto interessante de como resolver a falta de mutualidade no conceito de amor entre os gêneros:
Se vai além da capacidade de uma mulher, então mesmo que ela reconheça a incapacidade em si mesma, não haveria forma de compensar? E se uma mulher realmente quiser ir além disso? Ela deve apenas considerar isso uma questão sem solução e não fazer nada? Ou seria algo que ela deveria lutar continuamente com a esperança de que ela pelo menos possa chegar perto desse amor idealizado? Isso já seria demais para que ela sequer compreenda?
Como eu disse para HeiligKo, é mais uma falta de mutualidade no conceito de amor de cada gênero. A questão da Starviolet sobre se um homem pode determinar quando uma mulher não o ama vai muito mais fundo do que ela imagina. Eu acho que muito do que os homens passam durante seus dias de beta pílula azul - a frustração, a raiva, a negação, a privação, a sensação de que ele comprou uma fantasia que jamais foi concretizada por nenhuma mulher - tudo isso se origina numa crença fundamental de que alguma mulher, qualquer mulher, por aí sabe exatamente como ele precisa ser amado e tudo que ele precisa fazer é achá-la e incorporar o que o disseram que seria o que ela esperaria dele quando ele a encontrar.
Então ele encontra uma mulher, que diz e mostra a ele que ela o ama, mas não da maneira que ele imaginava todo esse tempo em sua cabeça. O amor dela é baseado em qualificações e é muito mais condicional do que ele foi levado a acreditar, ou se convenceu, de que o amor deveria ser entre eles. O amor dela parece dúbio, ambíguo, e aparentemente, pode ser perdido fácil demais em comparação ao que ele foi ensinado por tanto tempo sobre como a mulher o amaria quando ele a encontrasse.
Então ele gasta suas energias monogâmicas para "construir o relacionamento" deles, tranformando-o em um onde ela o ama de acordo com seu conceito, mas isso nunca acontece. É uma eterna busca em manter o afeto dela e cumprir com o conceito dela de amor, enquanto faz esforços ocasionais para trazê-la para o conceito de amor dele. O constante apaziguamento a ela para manter os conflitos amorosos dela com a carência de como ele gostaria de ser amado é uma receita hipergâmica para o desastre, então quando ela deixa de amá-lo ele literalmente não sabe que ela já não o ama. Sua resposta lógica então é pegar as velhas condições do amor que ela tinha por ele quando eles começaram a ficar juntos, mas nada disso funciona agora porque elas são baseadas em obrigação, não desejo genuíno. Amor, como desejo, não pode ser negociado.
Demorou muito, e foi uma parte muito difícil em me desplugar quando eu finalmente me reconciliei com o fato de que o que eu pensava sobre amor e como ele é demonstrado não é universal entre os gêneros. Eu tive que tomar doses de dolorosos tapas na cara da realidade para sacar, mas eu acho que eu tenho um entendimento mais saudável agora. Foi uma das verdades mais contraditórias que eu tive que desaprender, mas ela mudou fundamentalmente minha perspectiva das relações que eu tenho com a minha esposa, filha, mãe e meu entendimento das minhas namoradas anteriores.
Se vai além da capacidade de uma mulher, então mesmo que ela reconheça a incapacidade em si mesma, não haveria forma de compensar? E se uma mulher realmente quiser ir além disso? Ela deve apenas considerar isso uma questão sem solução e não fazer nada?
Eu não acho que seja necessariamente impossível, mas a mulher teria que ser autoconsciente o bastante de que homens e mulheres têm conceitos diferentes sobre o amor ideal para começo de conversa, o que é improvável. O maior obstáculo não é tanto a mulher reconhecer isso, mas sim os próprios homens reconhecerem isso. Então, hipoteticamente sim, você poderia, mas então o problema se torna um de genuinidade desse desejo. Amor, como desejo, só é legítimo quando é não coagido e não obrigado. Homens acreditam no amor pelo amor, mulheres amam oportunisticamente. Não é que algum dos gêneros é adepto a amor incondicional, é que as condições do amor para cada gênero são diferentes.
submitted by AlulimOfEridu to PilulaVermelha [link] [comments]


2019.04.12 09:28 jwachowski Amoela

— Cara, como você pode amar ela? Você nem a conhece direito? — Um dia eu perguntei isso para meu amigo Marilon, enquanto ele derramava goela abaixo mais outro copo de cerveja.
— Mas eu amo ela, cara. Eu sei. Como ela pode fazer isso? — Marilon disse visivelmente tentando conter as lágrimas.
— Cara, vocês só ficaram algumas vezes. Não dá para amar assim tão rápido. Isso é amor de verão. É que nem virose. Daqui a pouco passa. — Eu disse sorrindo porque nessa época eu tava muito de tranquilo com meu coração. Na verdade, fazia muito tempo que eu não sentia nada por ninguém. Sempre evitei me apaixonar. Esse troço vira nosso mundo de cabeça para baixo e eu tenho coisas mais importantes para me preocupar do que ficar chorando e correndo atrás de mulher por aí. — Cara, desencana. Ela não era pra você.
— Eu sei mano, mas ela é tão linda. Eu não acredito que ela tá com aquele cara tosco. Só de imaginar ela beijando ele… — Ele disse isso enquanto uma lágrima corria pelo seu rosto para depois explodir na sua calça jeans. Ele estava detonado mesmo, pensei. O que eu poderia fazer para ajudar aquela alma? Nada. Nesses casos só o tempo, a cerveja e outro amor cura essa virose. Eu tenho que dizer que me sentia levemente superior por não cair nessas armadilhazinhas do coração que nos desviam dos nossos objetivos.
Depois de muita conversa, cervejas, lágrimas e gracinhas para tentar alegrar meu parça, pagamos a conta e fomos para casa. Durante o caminho perguntei: — Mano, desculpa se eu pareço insensível ou coisa parecida mas o que exatamente você viu nela? O que ela tem que as outras não poderiam ter? — Ele pensou brevemente e respondeu:
— Não sei. Acho que o formato dos olhos dela que combina com o formato da boca. — Puta que pariu eu pensei. O cara tá locão mesmo. Eu não conseguia entender aquilo mas tava suave porque ele tava até sorrindo novamente. Ele estava justamente sorrindo quando essa calmaria no coração do meu amigo foi interrompida pela prometida dele passando no outro lado da rua com o novo namorado ou sei lá o que. A expressão de Marilon mudou na hora. Segurando novamente as lágrimas ele apertou o passo sem rumo sem direção. Guiei aquela alma perdida em direção a sua casa e depois que o vi entrar em segurança em seu lar peguei o rumo em direção a minha humilde moradia. No caminho acendi um cigarro e fui pensando que deus me dibre disso. Ficar que nem um otário chorando. Louco igual a um mané por causa de buceta. Tinha tantas por aí porque ficar preso a uma só? E o pior era a rapidez com que ele se apaixonou hahaha. Coitado, eu pensei rindo sozinho na rua naquele momento.
Uma semana depois nós estávamos fumando do lado de fora da sala esperando a aula começar. Marilon estava de um ótimo astral. Rindo e contando as piadas de tio do pavê sem graça de novo. Eu tava feliz por ele. Fomos para a sala pois o professor já tinha começado a falar. Me sentei na carteira e olhei de relance a porta. Nesse instante meu coração parou. Quem era aquela mina? Meus olhos ficaram vidrados nela por um tempo que eu não consegui mensurar. Eu tentava disfarçar, mas meus olhos já não me pertenciam. Nada mais em mim me pertencia. Eu tinha me traído que nem música do Raul. Naquele momento eu compreendi totalmente meu amigo Marilon. Alguma coisa no modo que ela sorria me chamava a atenção. Acho que era aquele nariz meio africanizado ou será o jeito que ela fala meio sussurrado? Cara, o que aconteceu comigo? Meu coração batia forte, forte, forte. Duas horas depois eu já tinha imaginado os filhos dos nossos filhos e saí da sala pisando em nuvens imaginando alguma forma de puxar assunto. E depois do óbvio ululante acontecer e eu queimar minha língua na língua dela. Eu só conseguia pensar que eu amo ela eu amo eu amo ela. Amo o pescoço os pezinho com as unhas tão bem feitas. As mãos, seu cheiro, sua cor e tudo mais que houver nela.
submitted by jwachowski to rapidinhapoetica [link] [comments]


2019.02.06 04:25 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
submitted by orpheu272 to u/orpheu272 [link] [comments]


2019.02.06 04:25 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
submitted by orpheu272 to desabafos [link] [comments]


COMO FAZER POTE DE 100 MOTIVOS PARA AMAR MEU NAMORADO QUER UMA PROVA DE AMOR! E AGORA? #5 12 Razões pra amar o seu namorado! Baralho do amor para namorado DIY: Caixinha '365 Motivos Para Amar Você'  Tammy ♥ VOCÊ NÃO DEVE AMAR SEU NAMORADO

75 Ideias de Surpresas para Namorado que Ele vai Amar!

  1. COMO FAZER POTE DE 100 MOTIVOS PARA AMAR
  2. MEU NAMORADO QUER UMA PROVA DE AMOR! E AGORA? #5
  3. 12 Razões pra amar o seu namorado!
  4. Baralho do amor para namorado
  5. DIY: Caixinha '365 Motivos Para Amar Você' Tammy ♥
  6. VOCÊ NÃO DEVE AMAR SEU NAMORADO

nesse vídeo estou mostrando como eu fiz o pote de 100 motivos para amar que eu fiz pro meu namorado, usando a toda a minha criatividade pra sair bem baratinho, eu espero q vcs gostem desse vídeo ... Deiche seu like e compartilhe ;) This video is unavailable. Watch Queue Queue Sem Ele, nosso amor é apenas um sentimento finito, quando amamos a Deus estamos buscando o amor direto na fonte. Ame a Cristo, e assim, ame seu namorado/marido por Cristo. Acesse mais conteúdo ... We’ll stop supporting this browser soon. For the best experience please update your browser. Caixinha dos motivos para vc amar seu namorado 😍 - Duration: 7:20. Eduarda del busso 71,864 views. 7:20. DIYs Dia dos Namorados Presentes Baratinhos. ft. BuBa DIY ... Como Conquistar uma Mulher Desiludida no Amor - Desilusão Amorosa - Duration: 7:03. Manual do Homem 116,885 views. 7:03. Caixinha dos motivos para vc amar seu namorado 😍 - Duration: 7:20.